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http://contra-sensual.blogs.sapo.pt

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06
Abr18

CAFEZINHO? QUE CAFEZINHO?


Maria João Brito de Sousa

Cafezinho.jpg

 Cafezinho? Que cafezinho? A cevada solúvel de marca branca sai muito mais barata e, muito honestamente, o que se perde em sabor e olfacto, ganha-se em moedinhas no fundo do bolso. 

Sou selectiva, sim, mas essa minha característica só é aplicável a coisas bem mais importantes do que o sabor de um café. 

A quem não seja capaz de um tal estoicismo, recomendo que o tome com ou sem adoçante(s). Deve é retirar o acento agudo do cafezinho e fazer o favor de o colocar no açúcar.

11
Set16

"DIA DE VIVER O HOJE E SEMEAR O AMANHÃ"


Maria João Brito de Sousa

... a propósito da frase "... dia de viver o Hoje e semear o Amanhã" - lembro e relembro esta estranha sensação de desconforto - e de vida vivida a meia-haste... - que me percorre sempre que oiço/leio a velha máxima que nos recomenda que vivamos apenas o presente... e "um dia de cada vez"... penso que para um ser humano na sua plenitude, é sempre impossível e redutor viver sem a ideia de estar a contribuir, melhor, ou pior, mas tão bem quanto o consegue, para o amanhã da humanidade a que pertence.

 

Maria João Brito de Sousa - 10.09.2016

 

 

Semear amanhãs.jpg

 

02
Mai16

ELA(S)


Maria João Brito de Sousa

oculos cor de rosa.jpg

 

ELA(S)

 

 

Elas escolheram lá ter de semi-viver, ter de lutar a cada segundo pelo direito à próxima inspiração - arquejante(s) -, ter de sentir que a febre as aliena como se de excesso de vinho se tratasse... elas previram lá precisarem de estrebuchar, por dentro, à procura da palavra correcta, quando a sua existência se esculpe e acrescenta nas e pelas palavras e foi exactamente assim, sobre os alicerces da palavra escrita, que sobreviveram durante os últimos anos do seu percurso... porém, verdade seja dita, ela(s) jamais teria(m) querido vidas de algodão-doce, ou estradas de rebuçados, bombons e príncipes encantados. Elas protestam, mas estão em paz com as suas consciências e rejeitam os silicones exteriores... ou interiores.



Se, efectivamente, houvesse que escolher entre uma outra, ela(s) teria(m) escolhido a primeira, sem hesitar...



Quem pode escrever poesia decente cavalgando um unicórnio e envergando uns óculos côr-de-rosa?



Maria João Brito de Sousa - 02.05.2016

 

 

03
Jan16

CONTOS DE FADAS...


Maria João Brito de Sousa

images (41).jpg

 

Nunca fui grande fã dos contos de fadas. Que me perdoem os inspiradíssimos autores, os muitos técnicos de saúde mental que sobre eles se têm debruçado e o senhor Bruno Bettelheim, cuja dissertação me dignei, agora mesmo, ler , ainda que em diagonal e com a pressa de quem, tendo graves problemas de falta de vista e nenhuma hipótese de adquirir os óculos adequados ao seu problema, a poupa tanto quanto vai podendo... (isto das prioridades tem cá um peso...)



Se é bem certo que os meus sete ou oito anos de vida dispensaram, sem hesitar, o aborrecidíssimo e desencantado sono de uma Bela Adormecida e o não menos estereotipado "beijo de amor" que a deveria acordar , para correrem a deleitar-se na crescentemente complexa conspiração dos microorganismos potencialmente patogénicos contra as brilhantes descobertas de Alexander Flemming, não menos certo será que Robert Stromberg, apesar da sua americaníssima raiz, me conseguiu despertar - a desoras... - para a verdadeira importância de um conto de fadas. Reinventado, admito, mas... ainda Conto de Fadas.



Para todos os que ainda não viram "Malévola", com olhos de ver, aqui fica a minha irrevogável recomendação.



Maria João Brito de Sousa - 03.01.2016

 

 

PS - Valeu a pena, avô poeta, teres-me contado tantas histórias de bruxas-boas e de fadas-mázinhas... ou incompetentes, mesquinhas, conflituosas e, sobretudo, estúpidas...

 

 

Os maniqueísmos cristalizados - e profundamente enraizados... - nunca foram o mais fértil dos terrenos, para quem pretendeu "plantar ", num mundozinho vergado a preconceitos e estereótipos, sementes de verdadeira,  florescente e criativa humanidade...

 

 





 

19
Dez15

BOAS FESTAS!


Maria João Brito de Sousa

mafalda-mundo.gif

Só um louco acreditará que se pode nascer, viver e morrer sem mudar o mundo.

 

 

É mais do que evidente que cada um dos nossos mais automáticos gestos o vai mudando invariavelmente e que, mesmo depois de termos morrido, ele continuará a mudar, ainda que proporcionalmente ao quase nada que cada um de nós fez, ou deixou de fazer.

 

Nunca entendi - ou entendi, mas fui-me rindo baixinho e com gosto... - os que afirmam que só os loucos pensam que podem mudar o mundo, quando a realidade nos mostra, a cada segundo, exactamente o contrário.

 

De qualquer forma, pouco importa ao mundo que entendas, ou não, que te é perfeitamente impossível existir sem nele deixares a tua pegada e sem, portanto, o alterares um pouco.

 

 

Importante, verdadeiramente importante, será tão só a orientação/direcção da tua intenção de mudança.

 

Trata, pois, de defini-la bem, caso tudo isto seja novo para ti, e... Boas Festas!

 

 

Maria João Brito de Sousa - 19.12.2015

 

 

10
Dez15

RESOLVENDO A EQUAÇÃO DO SENTIDO DA VIDA - Carta aberta a todos os que me lêem


Maria João Brito de Sousa

digitalizar0013.jpg

 

Desculpa-me esta ausência, mas ela está-me a ser absolutamente necessária, e - sem dramas, nem exageros - vital.

A saúde não vai nada bem e a vida complicou-se-me de tal forma e em tão diversas e simultâneas vertentes que nem sequer podes fazer um pequena ideia.

 

Estou a tentar algum apoio da segurança social, mas muitos dos problemas são praticamente insolúveis. O que é certo é que, não sendo tolinha de todo e auto-conhecendo-me como muito poucos se conhecem, faço o possível por evitar uma depressão reactiva a todas estas esmagadoras e crescentes dificuldades, o que implica algum descanso mental e uma maior "poupança" das poucas energias que me ainda me restam. Não posso, nem conseguiria, mesmo que o tentasse, nestas circunstâncias, acompanhar o ritmo de produção poética, publicações, visitas e interacções que mantive nestes quase, quase oito anos de actividade online. Nem sequer o desenrolar dos acontecimentos políticos estou a conseguir acompanhar e penso que sabes quão prioritários têm sido para mim.

 

O ano que vem é, para a minha vida pessoal, uma enorme incógnita, em termos de sustentabilidade, se é que a esta miséria material em que vivo se pode chamar sustentabilidade... mas restava-me a segurança desta minha casa, a consciência de ter evoluído poeticamente - um ponto absolutamente crucial para mim, como sabes... - e o teu/vosso apoio sempre amigo.

 

Assim fui resolvendo apaixonadamente a complexa equação do sentido da vida e assim me senti cumprida e perfeitamente preenchida enquanto poeta e ser humano, talvez pela primeira vez desde o início da minha adolescência... mas estas minhas "variáveis da equação da vida" tranformaram-se-me num último e inviolável reduto. Agora que mais do que uma delas está posta em causa e ameça colapsar, todos os meus humanos limites foram ultrapassados. Desapareceram - ou irão em breve desaparecer... - as condições mínimas à minha humana sobrevivência.

 

De momento, mantenho perfeitamente intacta a lucidez, claro, mas não a energia necessária para a traduzir poeticamente.

 

Tentarei vir até cá de quando em quando, mas fico perdida na multiplicidade dos comentários, citações e publicações e eu não sei - nem nunca soube... - fazer seja o que for sem pôr corpo e alma no que escrevo. Para o fazer quase automaticamente, contrariando os meus princípios apenas para manter as aparências e abdicando daquela qualidade que se traduz em tempo de interiorização, consciencialização, apreciação e resposta, é preferível que o não faça de todo.

Deixaria de ser quem sou se procedesse de outra forma.

 

Beijo grande.

 

Maria João Brito de Sousa

 

Oeiras, 10.12.2015 - 19.14h

 

12
Nov15

NA CASA


Maria João Brito de Sousa

008.jpg

Como todos os gatos, sou profundamente territorial.

 

Abomino a rápida e inevitável associação às imagens mais do que desgastadas- e atrozmente "pirosas"... - das heroínas urbanas "made in USA".

 

É tão só esta profunda comunhão com "a casa" que me alimenta o direito a dizer, mais ou menos a brincar, que tenho uma "costelazinha de gato". Ela e esta necessidade de estar tanto tempo sozinha comigo mesma na constante auscultação da matéria-prima dos meus poemas.

 

Todos sabemos que existe sempre a remota possibilidade de nos vir a cair o tecto em cima. Por vezes, cai-nos o mundo inteiro em cima, mesmo quando o tecto teima em manter-se firme,mas...

aqui somos e aqui morreremos. Na casa.

 

Maria João Brito de Sousa - 12.11.2015 - 12.14h

 

 

30
Out15

EM CONVERSA...


Maria João Brito de Sousa

Cipriano Dourado.jpg

 

.... Quanto à métrica... (porque ando desde ontem com isto na cabeça...), ela chama-se assim por convenção literária e para facilitar o estudo da poesia, não para que olhemos para ela como uma imposição de regras superiormente impostas por meia dúzia de conhecedores e sim porque esses "conhecedores"/estudiosos/investigadores a foram descobrindo, na sua musicalidade, na própria poesia que analisaram. Se as pessoas pudessem entender isto não haveria tanta má vontade para com os poetas da poesia metrificada... já ouvi de tudo! Até há quem pense - imagina! - que temos de construir os poemas à força, obedecendo - por mera subserviência, pensam alguns... - às "regras"... como se os poemas, na sua musicalidade, não fluissem quase sozinhos, ao som dessa mesma partitura invisível. Claro que, no final, há que fazer uma revisão atenta, mas... essa processa-se quase sempre muito mais ao nível da plasticidade sintática do que ao da métrica propriamente dita... até podem levar-se horas a optimizar sintaticamente um soneto. Já me aconteceu e foram sempre horas que nunca considerei perdidas porque a poesia teve, tem e terá sempre uma função importantíssima na semi-vida de uma língua... e deve ser didática. Mesmo a poesia popular, com todas as suas características próprias e tão magnificamente ritmada, o é e sempre o foi, tanto quanto a erudita. E isto que fique bem claro diante dos tantos que a desprezam! Se a desprezam, fazem-no porque são profundamente ignorantes.

 

Maria João Brito de Sousa - 30.10.2015

 

Gravura de Cipriano Dourado

 
 

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